domingo, 1 de junho de 2014

Druida - Mitologia celta


 Druidas ( no feminino druidesas ou druidisas) eram as pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino jurídico e filosóficos dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir do vocabulário dru-wid-s, formado pela junção de deru (carvalho) e wid (raiz indo-européia que significa saber). Assim, druida significa aquele (a) que tem o conhecimento do carvalho.O carvalho, nesta opção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores. 

Druidismo


 A visão cristã mostra os druidas como sacerdotes, mas isso na verdade não é comprovado pelos textos clássicos, que os apresentam como filósofos (embora presidissem rituais, o que pode soar conflitante). Se levarmos em conta que o druidismo era uma filosofia natural, da terra baseada no animismo* (conceito de que a vida animal é produzida por uma alma imaterial, postarei o artigo aqui em breve), e não uma religião revelada ( como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos, e não mediadores entre deuses e o homem.
 Ao contrário da ideia corrente no mundo pós-Iluminismo sobre a linearidade da vida (nascemos, envelhecemos e morremos), no druidismo como entre outras culturas da Antiguidade, a vida é um círculo ou uma espiral. O druidismo procurava buscar o equilíbrio, ligando a vida pessoal à fonte espiritual presente na Natureza, e dessa forma reconhecia oito períodos ao longo do ano sendo quatro solares (masculinos) e quatro lunares (femininos), marcados pelos rituais especiais.
 As tradições que ainda existem do que seriam rituais, foram conservadas no meio rural e incluem a observância do Halloween (Samhaim), rituais de colheita, plantas e animais, baseados no ciclo solar, lunar e outros. Tradições que seriam partilhadas pela cultura de povos vizinhos.
 Segundo Léon Denis (Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1846 - Tours, 12 de Abril de 1927) foi um filósofo, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec) o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares e não nos cemitérios, no dia primeiro de novembro, para homenagear e avocar os mortos.
 Algumas das datas que celebramos hoje têm origem druida Os cultos à natureza e aos fenômenos naturais são quase sempre o tema das festividades druídicas. O Sol é cultuado nos solstícios (verão e inverno) e equinócios (outono e primavera). Entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, ocorriam o Samhuinn e o Dia de Todas as Almas, hoje refletidos no Halloween e no Dia de Finados.

Ritual celta

Léon Denis

Jogo rápido


☆ Possivelmente os druidas cometiam antropofagia em rituais de sacrifícios humanos. Plínio, o velho, sugeriu que os celtas comiam carne de seus inimigos como uma fonte de força espiritual e física.

☆ De acordo com estudo do cadáver de um homem encontrado pelos arqueólogos, encontrava-se este com a cabeça violentamente esmagada e seu pescoço havia sido estrangulado e quebrado. Segundo a arqueóloga Miranda, o cadáver tinha uma corda estrangulando o pescoço, e no mesmo instante a garganta foi cortada, o que causaria um enorme fluxo de sangue. Grãos de pólen de visco foram encontrados no interior dos intestinos. Essa planta era sagrada para os druidas. A idade deste cadáver é datada do ano 60 d.C, coincidindo com a nova ofensiva romana na ilha da Grã-Bretanha.

☆ Depois do primeiro século da era cristã, recém chegados da Grã-Bretanha, os romanos trouxeram histórias horríveis sobre os sacerdotes celta, que se espalhou por toda a Europa durante um período de 2000 anos. Júlio Cézar afirmava que os druidas sacrificavam presos e prisioneiros dos Deuses. Dando assim, continuidade ao mito de sacrifícios pelos Druidas, cujo o verdadeiro erro foi estimular o povo a não aceitar as leis e a suposta "paz" romanos.

☆ A sabedoria druídica era composta de um vasto número de versos aprendidos de cor e conta-se que eram necessários cerca de 20 anos para que se completasse o ciclo de estudos dos aspirantes a druidas. 

Funções dos Druidas

 Existiam seis classes diferentes de druidas, cada um com sua função e especialização, mas na prática todos cumpriam todas as funções, sendo os únicos detentores do entendimento da divindade:

Druida-Brithem
 Estes druidas eram considerados os juízes. Os celtas não possuíam suas leis escritas, somente os druidas brithem as conheciam teoricamente, assim, essa classe de druidas tem por função percorrer as casas e as aldeias, a fim de resolver problemas e impasses que surgissem entre a população.

Druidas-Filid
 Alguns destes, diziam ser descendentes diretos do cosmos. Era a mais alta classe dos druidas, a sua função era o contato direto com o cosmos. O Lendário mago Merlin era um druida filid. Aos Druidas Filid eram concedidos os poderes e status de sacerdote, juiz, curandeiro, conselheiro e Poeta/cantor. Não acreditavam em adivinhações do futuro, mas sabiam o que resultaria como colheita de um plantio ruim. Sua evolução permeando os estágios iniciáticos de um Druida para que chegasse à 1ª classe como um mago branco, consistia em duras provas de vida e morte onde, acreditava-se o Sacerdote morria e renascia varias vezes ao longo dos anos e provas por que passava. Não se acreditava que morressem, pois tinham uma consciência de morte como passagem para o estágio seguinte da evolução. Sendo o Druida Filid aquele que não mais voltaria a encarnar, já que se tornaria um ancestral divinizado que intercederia pelos "vivos" ativando a energia Cósmica. 

Druida-Liang
 Estes eram os curandeiros ou médicos. Normalmente passavam mais de 20 anos em seus estudos antes de praticarem tal ofício, possuíam especializações entre si, usavam ervas em geral e praticavam cirurgias. Profundos conhecedores de ervas e outras plantas, se credita a eles os ensinamentos adquirido pelos romanos sobre os valores nutricionais de muitos produtos indus e orientais com os quais eles estavam muito familiarizados. Conheciam e utilizavam os azeites naturais como o de oliva, para beberem como licores depurativos e tratamentos contra o envelhecimento. Fator que deu origem á lenda de que os druidas viviam séculos sem perder a vitalidade. Pessoas rústicas que eram, sua alimentação e vida ativa não as deixava envelhecer. 

Druida-Scelaige
 Tinham como função apenas repetir a história dos celtas que lhe haviam sido contada por outros Scelaige. (A escrita era proibida a não ser para rituais). Memorizavam e repetiam tudo para que a história não fosse esquecida. As histórias trazidas pelos druidas senchas também juntavam às suas histórias.7 8 Eram como professores que repassam conhecimentos aprendidos. Tinham por obrigação decorar todas as historias e canções sob pena de perder seu prestigio de Druida. 

Druida-Sencha
 Ao contrário dos Scelaige, estes deveriam percorrer as terras celtas e compor outras novas histórias sobre o que estava ocorrendo, estas seriam repassadas aos Scelaige que as decorariam.7 8 Estes recebiam o prestigio de historiadores, pesquisadores, guardiões dos segredos herméticos e difusores da sabedoria oral.

Druidas-Poetas
 Estes decoravam a história contada pelos druidas Scelaige, era preciso que druidas poetas as aprendesse e contassem ao povo. A principal função desta classe era manter a tradição celta viva.



Símbolos celtas



Trisquel: este símbolo é representado muitas vezes, sob diversas formas e em culturas diferentes, existe desde o período neolítico, tendo sido encontrado por toda a Europa e Ásia Menor. É um símbolo solar, que composto de três braços que estão unidos por um ponto central,representando a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar. A forma curvada destes braços, transmite uma sensação de movimento e rotação, provavelmente tentando imitar o movimento que anteriormente se pensava que o sol fazia. Essa relação com o rei sol confere um ar de proteção, talvez seja este o motivo dele aparecer decorando armas de guerra, as lápides e outros tantos objetos. A última figura à direita é um Trisquel que consiste de três pernas, semelhante ao que está desenhado na bandeira oficial da Ilha de Man, era o símbolo do deus irlandês Manannán Mac Lir. 




O número 1: é a fonte da criação, o núcleo de onde todas as coisas vieram. 

Círculo: é o símbolo mais simples. Representa a trajetória do Sol no céu e simboliza a eternidade. 

Espiral simples: é um dos símbolos mais antigos. Representa o sol. Girando para a direita, representa o inverno e para a esquerda, o verão. 

O número 2: marca equilíbrio entre forças opostas: o bem e o mal, a vida a morte, a luz e a escuridão. Espiral dupla: é a representação da dualidade das coisas. Ele também representa o crescimento em relação com o movimento do cosmos. Símbolo da vida eterna. 



O número 3: número sagrado, é o mais importante na cultura celta. Para eles, as coisas importantes eram formadas em grupos de três, como a trindade que formavam alguns de seus deuses, o ciclo de vida que consiste em nascimento, morte e renascimento, ou os três elementos fundamentais do universo Celta: a terra, a água e o ar. 

A Espiral da vida: é ma espiral tríplice. Representa a crença de que a vida se move em ciclos eternos. A espiral tríplice daria vida a uma outra figura familiar, o Trisquel. 

O Trisquel: são três braços unidos por um ponto central. Os braços do Trisquel representam a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar. 

O Símbolo do Caldeirão: é uma espiral tríplice envolvida em um círculo. Representa a transformação em direção ao conhecimento, a poção que a deusa Ceridwen fez em seu caldeirão para transformar em sábio, seu filho Taliesin. 




O número 4: representa os quatro cantos da terra, as quatro direções do mundo físico. 

O Tetrasquel: é uma espiral de quatro braços, unidos a um ponto central, que pode ser curvado, dobrado ou em ângulo reto. Neste último caso, é conhecida também como Cruz Gamada por causa da forma dos braços serem semelhantes à letra maiúscula Gama do alfabeto grego. Asim como os outros, este é também um símbolo solar, utilizado para proteção desde os tempos antigos em muitos lugares da Europa e Ásia Menor. Representa a união das quatro direções da terra, em um ponto central. 

O Lauburu: ou Cruz Basca significa "quatro cabeças". Roda do ser: são quatro círculos representando as quatro direções da terra, unidos por um quinto círculo como núcleo comum. 

O número 5: representa os cinco elementos do universo Celta (terra, água, ar, fogo e espírito). Também as cinco fases da vida (nascimento, juventude, idade adulta, velhice e morte). 

O Pentagrama: é um símbolo esotérico associado ao movimento de Vênus e seus ciclos estelares. É uma estrela de cinco pontas, marcando os cinco elementos do universo, cercado por um círculo que simboliza a continuidade e conexão entre eles. 




 A Rosa de seis pétalas: geralmente conhecida como Roseta, Hexapétala ou Hexafolha, é um dos símbolos mais difundidos. Usado desde antes da Idade de Bronze em toda a Europa, geralmente pode ser encontrado em todo o norte da Península Ibérica. Parece não haver dúvida de que esta é uma representação solar, usado para lembrar o sol. Alguns vinculam este simbolo aos ciclos lunares e também é utilizado como um símbolo do renascimento, pois ele aparece em muitos monumentos funerários. Em todo caso, ele tem sido considerado um elemento de proteção e, como tal, tem sobrevivido até hoje. Este simbolo pode ser encontrado gravado nas vergas das portas e janelas de muitas casas, nos implementos agrícolas, móveis e infinitos objetos. Os celtas da Gália as utilizavam junto com a roda, como um símbolo do Deus Taranis. Há também outras representações variadas de uma roseta de oito pétalas, chamada Octopétala. 




  O Pentasquel: é muito parecido com o símbolo anterior, uma suástica formada por cinco braços, que representam os cinco elementos do universo Celta, unidos por um ponto central. As Suásticas flamejantes: são símbolos solares, como os anteriores, que recebem este nome por causa dos múltiplos braços. São conhecidas também como Radiais. 








Fontes:
http://pt.scribd.com/doc/39744421/SIMBOLOS-CELTAS-EGIPCIOS-
http://magicasjoyas.blogspot.com.br/search/label/Simbolos%20Celtas










A Cruz invertida



 A cruz invertida (Cruz de São Pedro).

 O apóstolo Pedro foi preso e condenado à cruz, ele disse: "Não sou digno de morrer como meu mestre Jesus", seu pedido foi atendido, ele foi crucificado de cabeça para baixo. Para catolicismo tornou-se um símbolo de humildade.




 A cruz invertida é também conhecida por ser um dos símbolos do satanistas medievais, pois suas cerimônias eram o inverso do Cristianismo.




 Eis aqui um exemplo da ambiguidade dos símbolos, sua origem, a raiz de seu significado e como foi adaptado posteriormente. Por isso é importante, antes de julgar algo satânico pesquisar e tirar suas próprias conclusões. 


#Yasmim



Estamos de volta!!

 Olá pessoal, depois de muito tempo eu voltei para postar mais temas que podem despertar a curiosidade e intrigar muitos de nós. Eu gostaria de atualizar o blog com mais frequência, pois tenho um fichário repleto de minhas pesquisas, misticismo, religiosidade, mitos, simbolismo, história, ciência etc... Porém meu tempo é fragmentado entre escrever um romance, o qual me consome muito, estudar, e cumprir minhas tarefas extras. Realmente fico muito decepcionada por não conseguir conciliar essas coisas, rs. Mas prometo que vou me esforçar mais!
 Eu tenho este blog desde 2010, e recentemente o retomei. Tenho uma amiga , ela se chama Caroline de Luna, vamos chamá-la de Luna ;), tão curiosa e questionadora quanto eu, e juntas nós pesquisamos assuntos e os discutimos. Propus a ela que publicássemos tudo aqui para compartilhar com um publico maior, ela topou, vamos nos organizar e em breve estaremos publicando muito mais, assuntos super interessantes!

Vamos com mais um pouco de simbolismo hoje!! :D



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cruz de Nero - Símbolo da Paz - Pé-de-galinha



1. Zombaria contra a crucificação de Jesus


 O cruel imperador Nero foi o idealizador desse modelo de cruz com os braços em forma de V, no qual mandou crucificar o apóstolo Pedro. Ele a chamava "sinal do cristão quebrado". É uma cruz com os braços quebrados e caídos. Uma zombaria contra a crucificação de Jesus, E simboliza hoje a vã expectativa de paz sem Cristo.

2. Nova Era


Símbolo hippie da paz, mundialmente conhecido como "cruz de Nero" ou "cruz quebrada" e um dos muitos símbolos usados pelo movimento ocultista denominado Nova Era.

4. Hippies e Ecologia


É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". Na década de 60 foi usada pelos hippies; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo.

5. Campanha para o Desarmamento Nuclear


Criado na Inglaterra por Gerald Herbert Holtom em 1958 para uso em campanha de desarmamento nuclear (Campaign for Nuclear Disarmament - CND).


 O projeto foi uma combinação das letras "N" (dois braços estendidos apontando para baixo a 45 graus) e "D" (um braço levantado acima da cabeça) do semáforo bandeira alfabeto, de pé para o desarmamento nuclear.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O que é o Hallowen para os bruxos?



 Bruxos são festeiros por natureza...
 Sua forma de reverenciar o aspecto divino é baseado em celebrações (festas).
 O dia das bruxas é um dia especial para os bruxos (as) ... não pelo hallowen... não pelo dia das Bruxas.
 Mas porque é dia de um festival pagão Solar.

 Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Norte... é Sabá de Samhain (foi este sabá que deu origem ao Hallowen... é o meio do outono... O Deus Sol está morrendo..o inverno se aproxima). É o momento de lembrar daqueles que já partiram.
Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Sul é o Sabá de Beltane (o meio da Primavera... a festa da Fertilidade)
 O Hallowen é um dia especial um dia de celebração!

Na antiguidade (mitologia) :


 As comemorações da véspera do Dia de Todos os Santos, são o remanescente mais popular dos costumes druidas e celtas.
O Festival Celta era o Senho Celta da morte e governava todas as forças das trevas, permitindo que as almas dos mortos voltassem aos seus lares terrenos.
 Por ordem dos druidas, nesta data deviam apagar o fogo de suas lareiras, pois mais tarde ascendia-se uma Fogueira Sagrada, e as lareiras eram reanimadas com carvões das cerimonias comunitárias, recebendo assim as bençãos da Deus, a Mãe Terra.




Fogueira Santa




Bruxas celebrando e fazendo feitiços ao redor da Fogueira Santa.



Bruxos ao redor da Fogueira Santa

Beltane

Bruxas fazendo feitiço ao luar




Bruxa em um ritual


Feiticeira Gótica



Bruxas - Mulheres sábias - Objetos de pecado



 Não se pode afirmar, numa linha do tempo, quando teve início a prática de bruxaria, porém alguns pesquisadores afirmam que foi iniciada pela sociedade comum, ainda na Antiguidade, e as histórias que se seguiram desde então deram origem ao mito das bruxas, que se propagou até a atualidade. Há duas teorias:

I – As práticas de bruxaria envolvem rituais simbólicos. A primeira demonstração da arte de devoção foi encontrada em cavernas do período neolítico, nas quais se viam, nas paredes, ilustrações dos rituais de adoração às deusas da fertilidade dos povos primitivos. Os rituais de caça e as cerimônias de cura sempre estiveram presentes nos símbolos e metáforas da cultura dos povos.


Na Antiguidade, o culto aos deuses, as grandes caçadas e, as visões dos sábios eram gravadas ou pintadas nas paredes das cavernas.

 Ainda na Antiguidade, na então região da Bretanha (atual Reino Unido da Grã-Bretanha), as sacerdotisas dividiam-se em três classes: as que viviam em conventos (não de origem religiosa), num regime de celibato, eram as mulheres da classe mais alta da sociedade. As outras duas classes podiam se casar e viver nos templos ou com os maridos e família. Com o advento do Cristianismo, o papel da mulher na sociedade foi reduzido, as práticas de cura e o culto a outros deuses foram banidos.


As mulheres que conheciam e praticavam a arte da cura foram denominadas bruxas e perseguidas por muito tempo.
II - Durante a Idade Média, toda e qualquer mulher que obtinha poder (não poderes mágicos, mas sim o direito à sucessão da terra, herança da família, influência política, etc.), eram consideradas bruxas.
 A palavra “bruxa” em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram consideradas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado de mulheres dominadas por instintos inferiores, responsáveis por desviar o homem de seu caminho.
 Nas sociedades patriarcais (nas quais o homem era o detentor do poder), juntamente com o Cristianismo, as mulheres foram colocadas em segundo plano e consideradas “objetos de pecado” utilizados pelo diabo para manipular os homens.

                           

As lendas descrevem as bruxas como velhas assustadoras, que saem à noite enfeitiçando os outros.

 A caça as bruxas ocorreu em paralelo a grandes mudanças sociais na Europa, arrasada na época por guerras, cruzadas, pragas e revoltas dos camponeses. Havia uma busca incessante pelos culpados por esse quadro.
 A Igreja aproveitou-se desta situação de caos para iniciar a perseguição às bruxas, as quais eram acusadas de possuírem poderes mágicos que acarretavam problemas de saúde nas pessoas, adversidades espirituais e calamidades naturais.
 Não havia critérios para se denunciar uma pessoa ao Tribunal da Inquisição promovido pela Igreja Católica, qualquer um poderia ser considerado suspeito, preso, até que demonstrasse sua inocência por meio de provas.
 O objetivo de tanta maldade era fazer as vítimas assinarem as confissões escritas pelos inquisidores.

                                        
Os métodos de tortura da Inquisição eram cruéis e violentos.

 As pessoas não tinham saída: se persistissem em afirmar sua inocência, eram queimadas vivas; se confessavam, a morte era mais compassiva: geralmente, primeiro eram esganadas e em seguida queimadas.

 Acredita-se que perto de nove milhões de pessoas foram incriminadas, julgadas e condenadas à morte, sendo que 80% eram do sexo feminino, abrangendo também crianças que teriam “legado este mal”, a bruxaria.

Mulheres eram condenadas às fogueiras acusadas de bruxaria.

 E, por mais incrível que possa parecer, ainda nos dias de hoje, em alguns países, rituais bizarros, com muita tortura, com a intenção de salvar uma pessoa dos males da bruxaria. Ignorantes, as pessoas fazem rituais de salvação de crianças, maltratando e traumatizando-as simplesmente por acreditarem que elas são bruxas.

Wicca – A bruxa moderna

 A Wicca é uma religião neopagã, iniciática e sacerdotal, que tem seu culto voltado a um casal divino cósmico, criador. Tornou-se conhecida por meio de Gerald Brusseau Gardner (1884-1964) o qual, com os conhecimentos obtidos em diferentes sistemas ocultistas e ramificações de bruxaria, desenvolveu e compilou aquilo que viria a se tornar as bases dessa religião. As práticas da Wicca são baseadas em diferentes sistemas de crença, culto, cultura, organização e mistérios dos povos Europeus. Essa religião da forma que é conhecida atualmente é nova, criada por volta da década de 1950, mas a origem de sua estrutura é bastante antiga.

Calendário dos festivais sazonais comemorados na Wicca.


A religião Wicca celebra a vida e a morte por meio de festivais sazonais conhecidos como Sabás. Neles, os praticantes se reúnem para meditar, agradecer, dançar, encontrar amigos, prestar culto aos deuses, projetar desejos para o futuro e harmonizar corpo, mente e espírito. Além dos Sabás, que são relacionados aos ciclos solares, os wiccanos se reúnem também nos ciclos lunares para oferendas, agradecimentos, pedidos, para se conectar com as divindades, fazer consagrações e purificações e demais práticas comuns a essa religião.

A Wicca cultua o demônio?

 Ninguém melhor para explicar essa visão distorcida do que a presidente da Abrawicca (Associação Brasileira dos Wicca): “as bruxas sequer acreditam que exista um ente que se chame diabo ou que seja um inimigo de seu Deus… nossos deuses personificam o todo, tudo o que existe no universo. Como não acreditamos que o diabo exista não podemos fazer rituais satânicos ou pactos com um ser que é ‘história da carochinha’, feita para assustar e controlar a mente dos que temem essa figura lendária. Não se presta culto ao que não existe. Bruxaria nada tem a ver com satanismo, e não existe algo que se chame ‘bruxa satânica’. Se algum dia você ouvir alguém se intitular assim, saiba que é uma falsa bruxa”.

No que acreditam os praticantes da Wicca?

Na Wicca, acredita-se na lei do retorno (Três Vezes Três): tudo o que se faz a alguém, seja bom ou ruim, invariavelmente voltará para quem o fez ampliado três vezes. Esta é a principal regra Wicca, o que leva aos outros, tais como “Faça o que quiser, desde que não prejudique ninguém (nem a si mesmo)”. Como religião, entretanto, não apresenta hierarquia de poderes, sendo possível até mesmo a autoiniciação e a prática solitária.

Os praticantes acreditam que cada um deve cultuar a deusa à sua própria maneira. Sem imposições ou leis escritas. Há, porém, alguns pontos em comum com algumas crenças e religiões: convicção na reencarnação, consciência em relação à cidadania, repúdio a qualquer forma de preconceito, servidão a terra, igualdade entre homens e mulheres. Por isso as práticas contemplam o equilíbrio entre o feminino e o masculino, por serem forças complementares.

 Os praticantes da Wicca procuram seguir algumas metas, tai como: conhecer a si mesmo, saber sua arte, aprender, usar o que aprendeu, manter o equilíbrio de todas as coisas, manter suas palavras verdadeiras, manter seus pensamentos verdadeiros, celebrar a vida, alinhar-se com os ciclos da Terra, manter seu corpo saudável, exercitar seu corpo e sua mente, meditar, honrar a deusa e o deus.

Os wiccas trabalham com os todos os elementos da natureza.

Mártir, santa ou bruxa?

Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Ela nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França, no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453. A situação francesa era crítica tanto na política quanto na economia. A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças.

Na adolescência, Joana passou a ouvir vozes de santos.

 Ao completar 13 anos, a jovem passou a ouvir vozes de figuras sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação que as vozes deram para Joana foi para que ela permanecesse virgem para obter a salvação de sua alma.
 Mais tarde, as vozes passaram a orientá-la sobre política, afirmando que Joana deveria conduzir um exército para guiar os franceses e coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como Delfim, e, assim, salvar a França dos ingleses.

A Petit Editora editou o livro Joana D’Arc por ela mesma, nele você encontrará toda a sua história.


 Em setembro de 1430, ferida na tentativa de libertar Paris (a capital da França ainda estava sob domínio inglês), foi presa e entregue a seus inimigos. Inicialmente confinada no castelo de Ruão, foi denunciada à Santa Inquisição, que a fez passar por seis meses de julgamento, até 30 de maio de 1431, quando, considerada bruxa e herética, foi condenada à fogueira.
 Meu intuito neste post é mostrar o quanto o ser humano pode ser cruel, simplesmente por não conseguir respeitar o direito do outro em crer, independentemente de sua religião ou fé. Homens e mulheres, milhões deles, morreram em virtude de preconceito, ganância e poder de grupos, porém, mesmo aqueles que não faziam parte dos poderosos daquela época, podem ser responsabilizados pelos crimes em virtude de sua omissão. Ao se omitirem, foram coniventes, cúmplices, com uma barbárie.
 De certa forma, embora não haja mais um tribunal de inquisição, casos como mendigos queimados, homens espancados por sua preferência sexual, mulheres e homens vítimas de falsos exorcismos ainda são o reflexo de nossos erros do passado, ou seja, não aprendemos com nossos erros e ainda precisaremos reencarnar muitas vezes…

Como o Espiritismo se coloca perante a Bruxaria e as Bruxas?

O Espiritismo não proíbe nada, pois cada um é responsável por suas ações, apenas recomenda que se deve sempre fazer o bem, independentemente da religião que você siga, o importante é “fazer o bem sem olhar a quem” e amar o próximo como a si mesmo. No capítulo 15 de O Evangelho segundo o Espiritismo, os benfeitores espirituais esclarecem: “fora da caridade não há salvação”.
 No Espiritismo, alerta-se para evitar atos conhecidos como “magia negra”, os quais, muitas vezes, são para o mal do próximo, pois, como já dito, tudo o que você fizer na sua vida, voltará para você da mesma forma. Então, se você fizer o bem, receberá coisas boas, e fizer o mal, receberá o mal, além de atrair espíritos maléficos.

Toda ação tem uma reação de sentido contrário à mesma proporção.
- Isaac Newton.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ninfa, minha Ninfa





"Ninfa que no rio ancoraste,
e o meu coração captaste... Ilumina o meu caminho até ti.
Larga os teus cabelos em chamas
e diz que amas... Grita ao Sol o caminho que devo seguir
Até ti.. até meus braços te entregares.
Ninfa, minha Ninfa... Não há criatura que a ti se compare."