terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cruz de Nero - Símbolo da Paz - Pé-de-galinha



1. Zombaria contra a crucificação de Jesus


 O cruel imperador Nero foi o idealizador desse modelo de cruz com os braços em forma de V, no qual mandou crucificar o apóstolo Pedro. Ele a chamava "sinal do cristão quebrado". É uma cruz com os braços quebrados e caídos. Uma zombaria contra a crucificação de Jesus, E simboliza hoje a vã expectativa de paz sem Cristo.

2. Nova Era


Símbolo hippie da paz, mundialmente conhecido como "cruz de Nero" ou "cruz quebrada" e um dos muitos símbolos usados pelo movimento ocultista denominado Nova Era.

4. Hippies e Ecologia


É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". Na década de 60 foi usada pelos hippies; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo.

5. Campanha para o Desarmamento Nuclear


Criado na Inglaterra por Gerald Herbert Holtom em 1958 para uso em campanha de desarmamento nuclear (Campaign for Nuclear Disarmament - CND).


 O projeto foi uma combinação das letras "N" (dois braços estendidos apontando para baixo a 45 graus) e "D" (um braço levantado acima da cabeça) do semáforo bandeira alfabeto, de pé para o desarmamento nuclear.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O que é o Hallowen para os bruxos?



 Bruxos são festeiros por natureza...
 Sua forma de reverenciar o aspecto divino é baseado em celebrações (festas).
 O dia das bruxas é um dia especial para os bruxos (as) ... não pelo hallowen... não pelo dia das Bruxas.
 Mas porque é dia de um festival pagão Solar.

 Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Norte... é Sabá de Samhain (foi este sabá que deu origem ao Hallowen... é o meio do outono... O Deus Sol está morrendo..o inverno se aproxima). É o momento de lembrar daqueles que já partiram.
Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Sul é o Sabá de Beltane (o meio da Primavera... a festa da Fertilidade)
 O Hallowen é um dia especial um dia de celebração!

Na antiguidade (mitologia) :


 As comemorações da véspera do Dia de Todos os Santos, são o remanescente mais popular dos costumes druidas e celtas.
O Festival Celta era o Senho Celta da morte e governava todas as forças das trevas, permitindo que as almas dos mortos voltassem aos seus lares terrenos.
 Por ordem dos druidas, nesta data deviam apagar o fogo de suas lareiras, pois mais tarde ascendia-se uma Fogueira Sagrada, e as lareiras eram reanimadas com carvões das cerimonias comunitárias, recebendo assim as bençãos da Deus, a Mãe Terra.




Fogueira Santa




Bruxas celebrando e fazendo feitiços ao redor da Fogueira Santa.



Bruxos ao redor da Fogueira Santa

Beltane

Bruxas fazendo feitiço ao luar




Bruxa em um ritual


Feiticeira Gótica



Bruxas - Mulheres sábias - Objetos de pecado



 Não se pode afirmar, numa linha do tempo, quando teve início a prática de bruxaria, porém alguns pesquisadores afirmam que foi iniciada pela sociedade comum, ainda na Antiguidade, e as histórias que se seguiram desde então deram origem ao mito das bruxas, que se propagou até a atualidade. Há duas teorias:

I – As práticas de bruxaria envolvem rituais simbólicos. A primeira demonstração da arte de devoção foi encontrada em cavernas do período neolítico, nas quais se viam, nas paredes, ilustrações dos rituais de adoração às deusas da fertilidade dos povos primitivos. Os rituais de caça e as cerimônias de cura sempre estiveram presentes nos símbolos e metáforas da cultura dos povos.


Na Antiguidade, o culto aos deuses, as grandes caçadas e, as visões dos sábios eram gravadas ou pintadas nas paredes das cavernas.

 Ainda na Antiguidade, na então região da Bretanha (atual Reino Unido da Grã-Bretanha), as sacerdotisas dividiam-se em três classes: as que viviam em conventos (não de origem religiosa), num regime de celibato, eram as mulheres da classe mais alta da sociedade. As outras duas classes podiam se casar e viver nos templos ou com os maridos e família. Com o advento do Cristianismo, o papel da mulher na sociedade foi reduzido, as práticas de cura e o culto a outros deuses foram banidos.


As mulheres que conheciam e praticavam a arte da cura foram denominadas bruxas e perseguidas por muito tempo.
II - Durante a Idade Média, toda e qualquer mulher que obtinha poder (não poderes mágicos, mas sim o direito à sucessão da terra, herança da família, influência política, etc.), eram consideradas bruxas.
 A palavra “bruxa” em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram consideradas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado de mulheres dominadas por instintos inferiores, responsáveis por desviar o homem de seu caminho.
 Nas sociedades patriarcais (nas quais o homem era o detentor do poder), juntamente com o Cristianismo, as mulheres foram colocadas em segundo plano e consideradas “objetos de pecado” utilizados pelo diabo para manipular os homens.

                           

As lendas descrevem as bruxas como velhas assustadoras, que saem à noite enfeitiçando os outros.

 A caça as bruxas ocorreu em paralelo a grandes mudanças sociais na Europa, arrasada na época por guerras, cruzadas, pragas e revoltas dos camponeses. Havia uma busca incessante pelos culpados por esse quadro.
 A Igreja aproveitou-se desta situação de caos para iniciar a perseguição às bruxas, as quais eram acusadas de possuírem poderes mágicos que acarretavam problemas de saúde nas pessoas, adversidades espirituais e calamidades naturais.
 Não havia critérios para se denunciar uma pessoa ao Tribunal da Inquisição promovido pela Igreja Católica, qualquer um poderia ser considerado suspeito, preso, até que demonstrasse sua inocência por meio de provas.
 O objetivo de tanta maldade era fazer as vítimas assinarem as confissões escritas pelos inquisidores.

                                        
Os métodos de tortura da Inquisição eram cruéis e violentos.

 As pessoas não tinham saída: se persistissem em afirmar sua inocência, eram queimadas vivas; se confessavam, a morte era mais compassiva: geralmente, primeiro eram esganadas e em seguida queimadas.

 Acredita-se que perto de nove milhões de pessoas foram incriminadas, julgadas e condenadas à morte, sendo que 80% eram do sexo feminino, abrangendo também crianças que teriam “legado este mal”, a bruxaria.

Mulheres eram condenadas às fogueiras acusadas de bruxaria.

 E, por mais incrível que possa parecer, ainda nos dias de hoje, em alguns países, rituais bizarros, com muita tortura, com a intenção de salvar uma pessoa dos males da bruxaria. Ignorantes, as pessoas fazem rituais de salvação de crianças, maltratando e traumatizando-as simplesmente por acreditarem que elas são bruxas.

Wicca – A bruxa moderna

 A Wicca é uma religião neopagã, iniciática e sacerdotal, que tem seu culto voltado a um casal divino cósmico, criador. Tornou-se conhecida por meio de Gerald Brusseau Gardner (1884-1964) o qual, com os conhecimentos obtidos em diferentes sistemas ocultistas e ramificações de bruxaria, desenvolveu e compilou aquilo que viria a se tornar as bases dessa religião. As práticas da Wicca são baseadas em diferentes sistemas de crença, culto, cultura, organização e mistérios dos povos Europeus. Essa religião da forma que é conhecida atualmente é nova, criada por volta da década de 1950, mas a origem de sua estrutura é bastante antiga.

Calendário dos festivais sazonais comemorados na Wicca.


A religião Wicca celebra a vida e a morte por meio de festivais sazonais conhecidos como Sabás. Neles, os praticantes se reúnem para meditar, agradecer, dançar, encontrar amigos, prestar culto aos deuses, projetar desejos para o futuro e harmonizar corpo, mente e espírito. Além dos Sabás, que são relacionados aos ciclos solares, os wiccanos se reúnem também nos ciclos lunares para oferendas, agradecimentos, pedidos, para se conectar com as divindades, fazer consagrações e purificações e demais práticas comuns a essa religião.

A Wicca cultua o demônio?

 Ninguém melhor para explicar essa visão distorcida do que a presidente da Abrawicca (Associação Brasileira dos Wicca): “as bruxas sequer acreditam que exista um ente que se chame diabo ou que seja um inimigo de seu Deus… nossos deuses personificam o todo, tudo o que existe no universo. Como não acreditamos que o diabo exista não podemos fazer rituais satânicos ou pactos com um ser que é ‘história da carochinha’, feita para assustar e controlar a mente dos que temem essa figura lendária. Não se presta culto ao que não existe. Bruxaria nada tem a ver com satanismo, e não existe algo que se chame ‘bruxa satânica’. Se algum dia você ouvir alguém se intitular assim, saiba que é uma falsa bruxa”.

No que acreditam os praticantes da Wicca?

Na Wicca, acredita-se na lei do retorno (Três Vezes Três): tudo o que se faz a alguém, seja bom ou ruim, invariavelmente voltará para quem o fez ampliado três vezes. Esta é a principal regra Wicca, o que leva aos outros, tais como “Faça o que quiser, desde que não prejudique ninguém (nem a si mesmo)”. Como religião, entretanto, não apresenta hierarquia de poderes, sendo possível até mesmo a autoiniciação e a prática solitária.

Os praticantes acreditam que cada um deve cultuar a deusa à sua própria maneira. Sem imposições ou leis escritas. Há, porém, alguns pontos em comum com algumas crenças e religiões: convicção na reencarnação, consciência em relação à cidadania, repúdio a qualquer forma de preconceito, servidão a terra, igualdade entre homens e mulheres. Por isso as práticas contemplam o equilíbrio entre o feminino e o masculino, por serem forças complementares.

 Os praticantes da Wicca procuram seguir algumas metas, tai como: conhecer a si mesmo, saber sua arte, aprender, usar o que aprendeu, manter o equilíbrio de todas as coisas, manter suas palavras verdadeiras, manter seus pensamentos verdadeiros, celebrar a vida, alinhar-se com os ciclos da Terra, manter seu corpo saudável, exercitar seu corpo e sua mente, meditar, honrar a deusa e o deus.

Os wiccas trabalham com os todos os elementos da natureza.

Mártir, santa ou bruxa?

Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Ela nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França, no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453. A situação francesa era crítica tanto na política quanto na economia. A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças.

Na adolescência, Joana passou a ouvir vozes de santos.

 Ao completar 13 anos, a jovem passou a ouvir vozes de figuras sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação que as vozes deram para Joana foi para que ela permanecesse virgem para obter a salvação de sua alma.
 Mais tarde, as vozes passaram a orientá-la sobre política, afirmando que Joana deveria conduzir um exército para guiar os franceses e coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como Delfim, e, assim, salvar a França dos ingleses.

A Petit Editora editou o livro Joana D’Arc por ela mesma, nele você encontrará toda a sua história.


 Em setembro de 1430, ferida na tentativa de libertar Paris (a capital da França ainda estava sob domínio inglês), foi presa e entregue a seus inimigos. Inicialmente confinada no castelo de Ruão, foi denunciada à Santa Inquisição, que a fez passar por seis meses de julgamento, até 30 de maio de 1431, quando, considerada bruxa e herética, foi condenada à fogueira.
 Meu intuito neste post é mostrar o quanto o ser humano pode ser cruel, simplesmente por não conseguir respeitar o direito do outro em crer, independentemente de sua religião ou fé. Homens e mulheres, milhões deles, morreram em virtude de preconceito, ganância e poder de grupos, porém, mesmo aqueles que não faziam parte dos poderosos daquela época, podem ser responsabilizados pelos crimes em virtude de sua omissão. Ao se omitirem, foram coniventes, cúmplices, com uma barbárie.
 De certa forma, embora não haja mais um tribunal de inquisição, casos como mendigos queimados, homens espancados por sua preferência sexual, mulheres e homens vítimas de falsos exorcismos ainda são o reflexo de nossos erros do passado, ou seja, não aprendemos com nossos erros e ainda precisaremos reencarnar muitas vezes…

Como o Espiritismo se coloca perante a Bruxaria e as Bruxas?

O Espiritismo não proíbe nada, pois cada um é responsável por suas ações, apenas recomenda que se deve sempre fazer o bem, independentemente da religião que você siga, o importante é “fazer o bem sem olhar a quem” e amar o próximo como a si mesmo. No capítulo 15 de O Evangelho segundo o Espiritismo, os benfeitores espirituais esclarecem: “fora da caridade não há salvação”.
 No Espiritismo, alerta-se para evitar atos conhecidos como “magia negra”, os quais, muitas vezes, são para o mal do próximo, pois, como já dito, tudo o que você fizer na sua vida, voltará para você da mesma forma. Então, se você fizer o bem, receberá coisas boas, e fizer o mal, receberá o mal, além de atrair espíritos maléficos.

Toda ação tem uma reação de sentido contrário à mesma proporção.
- Isaac Newton.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ninfa, minha Ninfa





"Ninfa que no rio ancoraste,
e o meu coração captaste... Ilumina o meu caminho até ti.
Larga os teus cabelos em chamas
e diz que amas... Grita ao Sol o caminho que devo seguir
Até ti.. até meus braços te entregares.
Ninfa, minha Ninfa... Não há criatura que a ti se compare."

Ninfas - personificação da graça.





Ninfas, são de uma grande categoria de deusa, espiritos  naturais femininos, habitantes dos lagos, riachos, bosques, florestas, prados e montanhas.Ninfa deriva do grego nimphe, que significa "noiva", "velado", "botão de rosa", dentre outros significados.
São delicadas, leves fadas sem asas (apesar de em algumas imagens serem ilutradas com asas), são personificação da graça criativa e fecundadora na natureza.
Frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como acaçadora Ártemis, ao aspecto profético de Apolo, ao deus das árvores.
Uma classe mais especial das ninfas, as Melíades, descendem de Uranus, enquanto as demais são normalmente filhas de Zeus.

• Classes de ninfas conforme o seu habitat , ou as diferentes esferas naturais a que estão asssociadas:

Epigéias - Ninfas da terra ou do cultivo
Agrónomides - associadas aos campos cultivados
Alseídes - associadas a flores
Antríades  - associadas as cavernas
Auloníades - associadas a pastos
Dríades - associadas a florestas
Hamadríades - associadas a árvores
Leimáquides ou Limounídes - associadas a campinas e prados
Melíades - associadas a árvore do freixo
Oréades ou Orestíades - associadas a montanhas
Napéias - associadas a vales
Efidríades - Ninfas da água:
Oceânidas - filhas de Oceanus, qualquer corpo de água, normalmente água salgada.
Nereidas - filhas de Nereu, associadas ao Mar Mediterrâneo, aos mares calmos e às águas litorâneas.
Híades - filhas de Apolo e Cirene, irmãs de Faetonte, foram as responsáveis pelos cuidados de Dionísio,ninfas do rio.
Plêiades - filhas de Atlas e Pleione, ninfas da chuva e irmãs de Hías.
Corícias ou Coricídes - ninfas das covas ou cavernas nas montanhas, outro nome das Musas.
Neféles - filhas de Hemera, por sí só, ou junto a Éter, ninfas das nuvens
Náiades - associadas à água doce.
Crinéias ou Crinaias- associadas a fontes.
Pegéias - associadas a mananciais.
Potâmides - associadas a rios.
Limnátides ou Limneidas - associadas a lagos perigosos e pântanos.


Outros tipos de ninfa:

• As musas - filhas de Zeus e Mnemosine, ou de Uranus e Gaia, passaram a compor o séquito de Apolo durante a era olímpica:
Calíope - poesia épica
Clio - história
Erato - poesia lírica ou erótica
Euterpe - música
Melpômene - tragédia
Polímnia - poesia sacra
Tália - comédia
Terpsícore - dança
Urânia - astrologia
Scylla - A ninfa que virou monstro devido um feitiço da bruxa Circe.
Perimélides - ninfas associadas ao gado.
Epimélides - ninfas associadas as ovelhas.
Trías - ninfas associadas as abelhas.
Lâmpades - associadas ao submundo, compõem o séquito de Hécate.
Hespérides - guardiãs do Jardim das Hespérides, onde cresciam maçãs de ouro que davam a imortalidade a quem as comesse.


Imagens de Ninfas: